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Celulares de Macron e de mais 13 líderes estavam entre os alvos do sistema de espionagem Pegasus, dizem jornais

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Celulares de Macron e de mais 13 líderes estavam entre os alvos do sistema de espionagem Pegasus, dizem jornais

A denúncia foi apresentada ao Ministério Público de Paris ainda na segunda-feira, horas depois das revelações sobre o Pegasus. Em comunicado, o órgão diz que o inquérito vai analisar, dentre as denúncias, a “associação criminosa para cometer ataque a um sistema de tratamento automático de dados” e de “oferta e venda, sem autorização, de um dispositivo com o objetivo de captar dados”

PUBLICIDADE O comunicado à imprensa não faz menção a autoridades marroquinas, mas, em resposta às acusações do Mediapart, o governo de Rabat emitiu nota rejeitando o que chamou de “alegações falsas e infundadas”

Vigilância Segundo as informações publicadas pelo consórcio de veículos de imprensa no fim de semana, o software Pegasus foi usado por governos de todo o mundo, comos os de Índia, México, Hungria e Marrocos, para espionar políticos de oposição, ativistas dos direitos humanos e advogados, dentre outras figuras públicas

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Alguns dos alvos eram ligados a casos emblemáticos, como parentes dos 43 jovens desaparecidos desde 2014 no México e pessoas próximas ao jornalista Jamal Khashoggi, assassinado dentro do consulado saudita em Istambul, em 2018. Cerca de 50 pessoas próximas ao hoje presidente mexicano Andrés Manuel Lopez Obrador também foram monitoradas — nesta terça-feira, ele disse que a espionagem foi algo “vergonhoso”

De acordo com o Amnesty Tech, braço da Anistia Internacional que forneceu apoio técnico à investigação, o software usou vulnerabilidades dos sistemas operacionais de smartphones , em especial da Apple — a maior parte das invasões ocorreu em aparelhos da empresa, embora equipamentos com o sistema Android, da Google, também tenham sido monitorados

PUBLICIDADE Em sua defesa, a NSO Group, responsável pelo desenvolvimento do Pegasus, alega que seu software é destinado apenas a atividades previstas em lei, como o combate ao crime e ao terrorismo. Em entrevista nesta terça-feira, o fundador da empresa, Shalev Huilo, declarou que a lista de alvos divulgada pela imprensa não está ligada à NSO e sinalizou que poderá processar os responsáveis pelas denúncias

— A plataforma que criamos previne ataques terroristas e salva vidas — disse Hulio, em entrevista à rádio 103 FM, de Tel Aviv. — Eu acho que, no fim das contas, isso vai acabar nos tribunais, com uma decisão favorável à nossa empresa depois que entrarmos com ações de difamação, porque não teremos outra escolha

Rivais vigiados Em termos políticos, as revelações do fim de semana provocaram abalos ao redor do mundo. Nesta terça-feira, a oposição no Parlamento indiano bloqueou uma sessão para defender a instauração imediata de inquérito sobre o uso do Pegasus pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi

Militantes do Partido do Congresso fazem protesto contra o premier Nardndra Modi em Nova Delhi Foto: PRAKASH SINGH / AFP  

Pela denúncia, os celulares de 300 indianos surgiram como alvos potenciais de monitoramento pelas autoridades do país usando o software — entre eles, o de Rahul Gandhi, líder do Partido do Congresso e principal adversário político de Modi, e de pelo menos dois parlamentares

PUBLICIDADE “É um ataque às fundações democráticas de nosso país”, declarou um comunicado do Partido do Congresso, acusando o governo de Modi de vigiar ativistas, políticos e jornalistas críticos às suas políticas

Em entrevista à Reuters, o ministro de Eletrônica e Tecnologia da Informação indiano, Ashwini Vaishnaw, declarou que há procedimentos legais na Índia para a interceptação de comunicações “por razões ligadas à segurança nacional”, afirmando ainda que “não ocorre vigilância sem autorização”. Segundo a imprensa local, o telefone do próprio Vaishnaw foi invadido. O governo não respondeu às perguntas sobre o uso do software

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PARIS — O celular do presidente da França, Emmanuel Macron, e de mais 13 líderes políticos aparecem na lista de potenciais alvos de espionagem com o uso do sistema israelense Pegasus, informaram nesta terça-feira os jornais Le Monde e Washington Post.

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Os dirigentes que aparecem na lista incluem os atuais presidentes do Iraque, Barham Salih, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, além do rei do Marrocos, Mohammed VI. Entre os  primeiros-ministros no cargo aparecem Imram Khan, do Paquistão, Mostafa Madbouly, do Egito, e Saad-Eddine El Othmani, do Marrocos.

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A relação inclui ainda ex-primeiros-ministros: Saad Hariri, do Líbano, Ruhakana Rugunda, de Uganda, Romano Prodi, da Itália, e Charles Michel, da Bélgica, atual presidente do Conselho Europeu.

Também aparecem os números de Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão, e de seu premier, Askar Mamin, mas a inclusão de ambos ocorreu antes de chegarem aos cargos, assim como a do atual premier do Burundi, Alain-Guillaume Bunyoni, premier do Burundi, que apareceu pela primeira vez na lista em 2018, dois anos antes de chegar ao posto..

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No caso de Macron, ele teria sido incluído na lista pelo governo do Marrocos, que teria visado ainda o ex-premier Edouard Philippe e 14 ministros do governo francês. O número que seria alvo dos marroquinos era usado pelo presidente desde 2017, e só foi desativado há alguns dias. O governo francês ainda não se pronunciou. A NSO, empresa responsável pelo Pegasus, afirmou, em comunicado, que Macron “não é e jamais foi um alvo ou foi selecionado como um alvo por seus clientes”. 

Notícias em imagens nesta terça-feira pelo mundo Familiar chora ao túmulo de uma vítima de Covid-19, em um cemitério em Bekasi, na Indonésia Foto: REZAS / AFP Membros da ala dos trabalhadores do Partido do Congresso da Índia são detidos durante protesto contra o governo, em Nova Delhi Foto: PRAKASH SINGH / AFP Palestinos comemoram o primeiro dia do feriado muçulmano de Eid al-Adha, no complexo conhecido pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém Foto: AMMAR AWAD / REUTERS Começam amanhã as Olimpíadas de Tóquio, no Japão Foto: PHILIP FONG / AFP O professor esquerdista Pedro Castillo comemora da sacada da sede do partido Peru Libre em Lima, após a proclamação oficial dele como presidente eleito Foto: GIAN MASKO / AFP Pular PUBLICIDADE Pessoal de segurança afegão monta guarda perto de um veículo carbonizado do qual foguetes foram disparados que pousou perto do palácio presidencial afegão em Cabul Foto: – / AFP Segundo o Washington Post, os serviços de segurança marroquinos também teriam monitorado os aparelhos de Charles Michel, do rei Mohammed VI e de Romano Prodi, além de assessores do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom. Já o governo de Ruanda, segundo o post, planejou monitorar os números de Ramaphosa e Bunyoni, do vizinho Burundi.

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Em comunicado, as autoridades marroquinas classificaram a denúncia como “alegações errôneas”, e afirmaram que o país é “governado pelo Estado de direito, que garante o sigilo de comunicações particulares”. O chanceler de Ruanda, Vincent Biruta, disse que seu país “não possui a capacidade técnica” para esse tipo de monitoramento

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PUBLICIDADE No domingo, foi revelado que a ferramenta foi usada por governos de vários países para espionar políticos rivais, jornalistas, ativistas e advogados, explorando vulnerabilidades de telefones celulares, em especial da Apple. Ao todo, mais de 50 mil pessoas estão numa lista de potenciais alvos de espionagem,  de acordo com uma investigação realizada por um consórcio de 17 veículos de imprensa de todo o mundo, coordenada pelo grupo jornalístico francês Forbidden Stories

Não há certeza, porém, de quantos chegaram e ser efetivamente grampeados

Nesta terça-feira, o Ministério Público de Paris confirmou a abertura de uma investigação e denúncia feita pelo portal Mediapart, especializado em jornalismo investigativo, de que dois de seus jornalistas teriam sido espionados pelo governo do Marrocos com Pegasus

Segundo as autoridades, o serviço secreto marroquino teria invadido os telefones de Lénaïg Bredoux, editora de questões de gênero e violência sexual do site, e de Edwy Plenel, co-fundador do Mediapart. Nos últimos anos, os dois participaram de debates sobre a questão dos direitos humanos e da violência de gênero no Marrocos.

A denúncia foi apresentada ao Ministério Público de Paris ainda na segunda-feira, horas depois das revelações sobre o Pegasus. Em comunicado, o órgão diz que o inquérito vai analisar, dentre as denúncias, a “associação criminosa para cometer ataque a um sistema de tratamento automático de dados” e de “oferta e venda, sem autorização, de um dispositivo com o objetivo de captar dados”

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Vigilância Segundo as informações publicadas pelo consórcio de veículos de imprensa no fim de semana, o software Pegasus foi usado por governos de todo o mundo, comos os de Índia, México, Hungria e Marrocos, para espionar políticos de oposição, ativistas dos direitos humanos e advogados, dentre outras figuras públicas

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Alguns dos alvos eram ligados a casos emblemáticos, como parentes dos 43 jovens desaparecidos desde 2014 no México e pessoas próximas ao jornalista Jamal Khashoggi, assassinado dentro do consulado saudita em Istambul, em 2018. Cerca de 50 pessoas próximas ao hoje presidente mexicano Andrés Manuel Lopez Obrador também foram monitoradas — nesta terça-feira, ele disse que a espionagem foi algo “vergonhoso”

De acordo com o Amnesty Tech, braço da Anistia Internacional que forneceu apoio técnico à investigação, o software usou vulnerabilidades dos sistemas operacionais de smartphones , em especial da Apple — a maior parte das invasões ocorreu em aparelhos da empresa, embora equipamentos com o sistema Android, da Google, também tenham sido monitorados

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— A plataforma que criamos previne ataques terroristas e salva vidas — disse Hulio, em entrevista à rádio 103 FM, de Tel Aviv. — Eu acho que, no fim das contas, isso vai acabar nos tribunais, com uma decisão favorável à nossa empresa depois que entrarmos com ações de difamação, porque não teremos outra escolha

Rivais vigiados Em termos políticos, as revelações do fim de semana provocaram abalos ao redor do mundo. Nesta terça-feira, a oposição no Parlamento indiano bloqueou uma sessão para defender a instauração imediata de inquérito sobre o uso do Pegasus pelo governo do primeiro-ministro Narendra Modi

Militantes do Partido do Congresso fazem protesto contra o premier Nardndra Modi em Nova Delhi Foto: PRAKASH SINGH / AFP  

Pela denúncia, os celulares de 300 indianos surgiram como alvos potenciais de monitoramento pelas autoridades do país usando o software — entre eles, o de Rahul Gandhi, líder do Partido do Congresso e principal adversário político de Modi, e de pelo menos dois parlamentares

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Em entrevista à Reuters, o ministro de Eletrônica e Tecnologia da Informação indiano, Ashwini Vaishnaw, declarou que há procedimentos legais na Índia para a interceptação de comunicações “por razões ligadas à segurança nacional”, afirmando ainda que “não ocorre vigilância sem autorização”. Segundo a imprensa local, o telefone do próprio Vaishnaw foi invadido. O governo não respondeu às perguntas sobre o uso do software

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