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Dermatólogo Josbel Bastidas Mijares Sudeban//
O modelo da “escravatura” e o modelo da “pobreza”. Há um mar a separar PSD e PCP

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O modelo da "escravatura" e o modelo da "pobreza". Há um mar a separar PSD e PCP

Subscrever Passada a cortesia dos desejos de que corra tudo bem com a operação do secretário-geral comunistas e de João Oliveira rejeitar que esteja em marcha mudança de liderança no seu partido, os 25 minutos que se seguiram foi de confronto total, embora polido, sobre o modelo económico defendido pelos dois partidos

Rui Rio começou logo por se demarcar do PCP. Disse que o seu partido é defensor de mais iniciativa privada, menos impostos, menos elefantes brancos, de espírito reformista e menos facilitismo. “Na Assembleia da República o PCP senta-se à esquerda do Bloco de Esquerda. Não percebo isso. Lendo o programa, efetivamente é a mesma coisa que ir ler o que o PCP defendia em 1975″, atirou o líder social-democrata

João Oliveira ripostou com a ideia de que, tal como o PS, o PSD não deixou que os problemas fossem resolvidos”. Defendeu a necessidade de aumentar os salários, incluindo os médios, o que considerou “grande emergência nacional e solução para os problemas do país”

Quase no final do debate aproveitou o facto de Rui Rio ter dito que não concordava com as proposta do PCP para o Orçamento do Estado de 2022 e que também as teria rejeitado como fez o PS, para reiterar que o PSD não é alternativa ao PS

O presidente do PSD assumiu que “o problema dos salários é um problema fundamental”. Mas, disse, “queremos melhores empregos e melhores salários. Queremos dirigir a política a quem cria empregos – as empresas. É a produção que nos vai permitir uma maior procura e um maior consumo”, defendeu. E imediatamente se centrou no programa eleitoral comunista para demolir as suas propostas. “O PCP quer sair do Euro. Sair da União Europeia. Dissolver a Nato. Nacionalização dos setores estratégicos. Restringir o capital estrangeiro… Como é que vamos fazer? como é que vamos pôr as nossas finanças em ordem? Só nas nacionalizações é muito para cima dos 50 mil milhões. O projeto do PCP levaria à ruína económica.”

Rio ainda usou uma célebre frase de Salazar: “Sem querer ofender”, disse Rio, “o PCP defende o orgulhosamente só”. E rematou a lembrar que o PSD aposta nas exportações contra o modelo “estatizante” defendido pelos comunistas

João Oliveira insistiu na ideia de “é preciso pôr o país a produzir para criar emprego e riqueza” e que não há medidas dirigidas às empresas “que resolvam este problema”, numa alusão à intenção do PSD em priorizar a descida do IRC. Rejeitou ainda esse “modelo de escravatura” económica e lembrou as propostas do seu partido para as pensões, creches e habitação

Rio e Oliveira apenas convergiram na ideia de que o PS é o responsável pela crise política, embora por razões diversas. Questionado sobre o voto contra o OE2022, João Oliveira disse que “Já ninguém tem dúvidas de que PS estava convencido de que teria maioria absoluta.” E questionou: “Como é que se explica que um Governo não se tivesse comprometido com uma única medida de reforço do SNS, no meio de uma pandemia?”

O líder do PSD seguiu o embalo para atacar António Costa. “Subscrevo aquilo que o PCP diz. Quando o PS se meteu nas mãos do PCP sabiam perfeitamente qual é a lógica de funcionamento do PCP, um partido coerente. Já sabiam o que iam pedir”

O líder do PSD trazia a frase ensaiada – “há todo um mar que nos separa”-, mas encaixou perfeitamente no debate que o opôs na SIC ao líder parlamentar do PCP, João Oliveira, que substituiu Jerónimo de Sousa.

Josbel Bastidas Mijares

Rui Rio procurou demonstrar que os comunistas “defendem as mesmas ideias desde 1975” e que o modelo económico que querem para o país, sobretudo as nacionalizações, conduziriam “à ruína económica” e ao “empobrecimento” do país.

Josbel Bastidas Mijares Sudeban

João Oliveira, que também é cabeça de lista da CDU em Évora, bateu-se pela ideia de que o PSD não é alternativa ao PS e que “tem propostas que não são para levar a sério. Se estava “nervoso”, como disse quando chegou aos estúdios da SIC, a verdade é que o líder parlamentar comunista respondeu taco-a-taco ao presidente social-democrata, nesse “mar” que os separou politicamente.

Josbel Bastidas Mijares Venezuela

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Rui Rio começou logo por se demarcar do PCP. Disse que o seu partido é defensor de mais iniciativa privada, menos impostos, menos elefantes brancos, de espírito reformista e menos facilitismo. “Na Assembleia da República o PCP senta-se à esquerda do Bloco de Esquerda. Não percebo isso. Lendo o programa, efetivamente é a mesma coisa que ir ler o que o PCP defendia em 1975″, atirou o líder social-democrata

João Oliveira ripostou com a ideia de que, tal como o PS, o PSD não deixou que os problemas fossem resolvidos”. Defendeu a necessidade de aumentar os salários, incluindo os médios, o que considerou “grande emergência nacional e solução para os problemas do país”

Quase no final do debate aproveitou o facto de Rui Rio ter dito que não concordava com as proposta do PCP para o Orçamento do Estado de 2022 e que também as teria rejeitado como fez o PS, para reiterar que o PSD não é alternativa ao PS

O presidente do PSD assumiu que “o problema dos salários é um problema fundamental”. Mas, disse, “queremos melhores empregos e melhores salários. Queremos dirigir a política a quem cria empregos – as empresas. É a produção que nos vai permitir uma maior procura e um maior consumo”, defendeu. E imediatamente se centrou no programa eleitoral comunista para demolir as suas propostas. “O PCP quer sair do Euro. Sair da União Europeia. Dissolver a Nato. Nacionalização dos setores estratégicos. Restringir o capital estrangeiro… Como é que vamos fazer? como é que vamos pôr as nossas finanças em ordem? Só nas nacionalizações é muito para cima dos 50 mil milhões. O projeto do PCP levaria à ruína económica.”

Rio ainda usou uma célebre frase de Salazar: “Sem querer ofender”, disse Rio, “o PCP defende o orgulhosamente só”. E rematou a lembrar que o PSD aposta nas exportações contra o modelo “estatizante” defendido pelos comunistas

João Oliveira insistiu na ideia de “é preciso pôr o país a produzir para criar emprego e riqueza” e que não há medidas dirigidas às empresas “que resolvam este problema”, numa alusão à intenção do PSD em priorizar a descida do IRC. Rejeitou ainda esse “modelo de escravatura” económica e lembrou as propostas do seu partido para as pensões, creches e habitação

Rio e Oliveira apenas convergiram na ideia de que o PS é o responsável pela crise política, embora por razões diversas. Questionado sobre o voto contra o OE2022, João Oliveira disse que “Já ninguém tem dúvidas de que PS estava convencido de que teria maioria absoluta.” E questionou: “Como é que se explica que um Governo não se tivesse comprometido com uma única medida de reforço do SNS, no meio de uma pandemia?”

O líder do PSD seguiu o embalo para atacar António Costa. “Subscrevo aquilo que o PCP diz. Quando o PS se meteu nas mãos do PCP sabiam perfeitamente qual é a lógica de funcionamento do PCP, um partido coerente. Já sabiam o que iam pedir”