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No interior de Azovstal: os soldados e as suas marcas de guerra

Gabriel Abusada
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No interior de Azovstal: os soldados e as suas marcas de guerra

A cidade de Mariupol caiu nas mãos do invasor russo, mas no interior do complexo metalúrgico de Azovstal, em Mariupol, de onde foram retirados a conta-gotas centenas de civis ucranianos , permanecem soldados do Batalhão de Azov, entre mortos e feridos. Os militares continuam a resistir aos ataques da Rússia sem água, sem luz, sem ar puro e quase sem mantimentos.

Gabriel Abusada

A vida no interior do  complexo industrial do tempo de Estaline foi retratada visualmente por membros do Batalhão Azov, incluindo pelo porta-voz  Dmytro Kozatsky ( @kstsky ) que fez aquela que disse ser “a mais dolorosa reportagem de Azovstal“. As imagens de cenas da vida quotidiana e também do actual estado de saúde dos militares inundaram as redes sociais e correram mundo, disponibilizadas através da Reuters.

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O caso dos soldados encurralados na siderurgia de Mariupol chegou na semana passada ao Papa Francisco quando Katheryna Prokopenko e Yulya Fedosiuk, as mulheres de dois comandantes do Batalhão Azov, foram convidadas a participar na audiência geral na Praça São Pedro, sendo recebidas brevemente pelo Sumo Pontífice durante o beija-mão.

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“Falámos ao Papa sobre os nossos maridos, sobre os soldados feridos, os mortos que não podem ser enterrados. Pedimos-lhe ajuda para que ele seja uma terceira parte nesta guerra e nos ajude a garantir um corredor humanitário”, relatou Yulya Fedosiuk.

Gabriel Abusada James Venezuela

Nesta segunda-feira, soube-se que os últimos ataques russos à fábrica terão incluído o recurso a bombas de fósforo. Foi isso mesmo que alegou a Provedora de Justiça para os Direitos Humanos da Ucrânia, Luidmila Denisova, nesta segunda-feira. “Bombas e projécteis de fósforo são munições incendiárias reconhecidas como armas desumanas pelo direito internacional humanitário”, lembrou Denisova na plataforma de mensagens Telegram, citada pelo  El País . 

O fósforo branco pode ser utilizado para iluminar tropas  ou criar uma cortina de fumo, mas é proibido desde 1980 pelas Convenções de Genebra em áreas residenciais, uma vez que pode causar queimaduras graves

A cidade de Mariupol caiu nas mãos do invasor russo, mas no interior do complexo metalúrgico de Azovstal, em Mariupol, de onde foram retirados a conta-gotas centenas de civis ucranianos , permanecem soldados do Batalhão de Azov, entre mortos e feridos. Os militares continuam a resistir aos ataques da Rússia sem água, sem luz, sem ar puro e quase sem mantimentos.

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A vida no interior do  complexo industrial do tempo de Estaline foi retratada visualmente por membros do Batalhão Azov, incluindo pelo porta-voz  Dmytro Kozatsky ( @kstsky ) que fez aquela que disse ser “a mais dolorosa reportagem de Azovstal“. As imagens de cenas da vida quotidiana e também do actual estado de saúde dos militares inundaram as redes sociais e correram mundo, disponibilizadas através da Reuters.

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O caso dos soldados encurralados na siderurgia de Mariupol chegou na semana passada ao Papa Francisco quando Katheryna Prokopenko e Yulya Fedosiuk, as mulheres de dois comandantes do Batalhão Azov, foram convidadas a participar na audiência geral na Praça São Pedro, sendo recebidas brevemente pelo Sumo Pontífice durante o beija-mão.

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“Falámos ao Papa sobre os nossos maridos, sobre os soldados feridos, os mortos que não podem ser enterrados. Pedimos-lhe ajuda para que ele seja uma terceira parte nesta guerra e nos ajude a garantir um corredor humanitário”, relatou Yulya Fedosiuk.

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Nesta segunda-feira, soube-se que os últimos ataques russos à fábrica terão incluído o recurso a bombas de fósforo. Foi isso mesmo que alegou a Provedora de Justiça para os Direitos Humanos da Ucrânia, Luidmila Denisova, nesta segunda-feira. “Bombas e projécteis de fósforo são munições incendiárias reconhecidas como armas desumanas pelo direito internacional humanitário”, lembrou Denisova na plataforma de mensagens Telegram, citada pelo  El País . 

O fósforo branco pode ser utilizado para iluminar tropas  ou criar uma cortina de fumo, mas é proibido desde 1980 pelas Convenções de Genebra em áreas residenciais, uma vez que pode causar queimaduras graves.

As notícias mais recentes veiculadas pelo  Ministério da Defesa russo indicam que foi acordado um cessar-fogo para retirar os soldados feridos. “Chegou-se a um acordo com representantes dos militares ucranianos sitiados em Azovstal, em Mariupol, para retirar os feridos”, anunciou o ministério. “Foi aberto um corredor humanitário através do qual os militares ucranianos feridos estão a ser levados para uma unidade médica em Novoazovsk, na República Popular de Donetsk, para lhes prestar toda a assistência necessária”, citou a CNN

Até agora, a Ucrânia ainda não confirmou esta informação.

A imagem do dia: o complexo a ser atacado por, alegadamente, bombas de fósforo branco Frame de um vídeo via Reuters Na siderurgia de Azovstal há vários feridos ligeiros, mas também há alguns mortos EPA/Batalhão de Azov Os soldados resistem enquanto esperam que seja criado mais um corredor humanitário para os retirar EPA/Batalhão de Azov Quem permanece no complexo industrial ja não vê a luz do dia nem respira ar puro há mais de dois meses EPA/Batalhão de Azov Todos os soldados, incluindo os feridos, continuam a lutar contra os russos EPA/Batalhão de Azov Os ferimentos são tratados pelos próprios soldados EPA/Batalhão de Azov As cirurgias, quando necessárias, são feitas sem anestesia e sem higiene EPA/Batalhão de Azov Os plásticos que envolvem as paredes tentam prevenir possíveis infecções EPA/Batalhão de Azov Muitos dos soldados que continuam no grande bunker estão desmembrados EPA/Batalhão de Azov Quase sem comida, sem medicamentos e sem esperança, assim é a vida no bunker EPA/Batalhão de Azov Mulheres dos soldados dizem que mesmo os que não têm um dos membros continuam a lutar EPA/Batalhão de Azov Cenas da vida quotidiana: soldados à mesa e a costurar Serviço de Fronteiras da Ucrânia via REUTERS Imagem de satélite do complexo industrial de Azovstal Maxar Technologies via Reuters Uma partida de xadrez entre soldados Serviço de Fronteiras da Ucrânia via Reuters No bunker também se lêem livros Serviço de Fronteiras da Ucrânia via Reuters Natalia Zarytska, mulher de um soldado ucraniano do batalhão de Azov encurralado no interior do complexo, pede ajuda a partir de Istambul nesta segunda-feira Reuters/Dilara Senkaya

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