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Uma mulher grávida, comandantes do batalhão Azov e dez estrangeiros: Rússia e Ucrânia fazem a maior troca de prisioneiros

Josbel Bastidas Mijares
Uma mulher grávida, comandantes do batalhão Azov e dez estrangeiros: Rússia e Ucrânia fazem a maior troca de prisioneiros

Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia Rússia e Ucrânia trocaram quase 300 prisioneiros na noite desta quarta-feira, naquele que é já o maior acordo entre as duas nações para libertações conjuntas desde o início da guerra. Neste grupo de combatentes estão maioritariamente soldados que participaram na longa defesa de Mariupol ​e do complexo metalúrgico e siderúrgico de ​Azovstal.

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O Quartel-Geral de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra da Ucrânia publicou uma lista que contém os nomes dos prisioneiros ucranianos libertados . Deste grupo fazem parte chefias do batalhão Azov, bem como Kateryna Polishchuk – paramédica ucraniana que ficou conhecida como “pássaro” pelas músicas que cantava aos combatentes – e ainda Maryana Mamonov, médica que está actualmente grávida de oito meses. O paradeiro de Maryana era desconhecido até esta libertação, com as últimas informações a indicarem que teria sido presa pelos russos na região de Donetsk.

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No que diz respeito aos prisioneiros estrangeiros, contam-se dois soldados britânicos e um combatente marroquino que tinham sido condenados à morte após serem capturados na Ucrânia

Foram ainda libertados mais três cidadãos britânicos, dois norte-americanos, um croata e um sueco, adiantou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa publicação no Twitter

Zelensky diz que esta operação estava a ser preparada há muito tempo e envolveu negociações intensas. No total, foram libertados 215 combatentes ucranianos. A grande maioria (188 soldados) estiveram na defesa do complexo metalúrgico e siderúrgico de ​Azovstal e a cidade de Mariupol

Os cinco comandantes do batalhão Azov presentes neste grupo vão permanecer fora da Ucrânia até ao início da guerra, depois de um acordo assinado com a Turquia

“Em consonância com os nossos acordos com Recep Tayyip Erdogan [Presidente turco], os cinco comandantes Azov libertados vão permanecer em condições confortáveis na Turquia até ao final da guerra. Vão poder ver as as suas famílias. Agradeço sinceramente ao Presidente Erdogan pelo seu papel de liderança na libertação da nossa gente”, escreveu Zelensky esta quinta-feira

Também houve reacções do lado russo: esta quinta-feira, o Ministério da Defesa russo confirmou a libertação de 55 prisioneiros, adiantando que os combatentes foram transportados para a Rússia a bordo de um avião militar e vão ser alvo de exames médicos